
Como manda a tradição
Os imigrantes italianos trouxeram consigo não apenas receitas, mas um jeito de viver em que a mesa é o centro das melhores lembranças.
Vivo em Santarém, uma cidade que possui um povo acolhedor, localizada no coração da Amazônia, equidistante das duas principais capitais do Norte do Brasil, Manaus e Belém, e que conta com peculiaridades paisagísticas próprias da região do rio Tapajós, como as praias de Alter do Chão e de Arapiuns, onde as águas cristalinas do rio se mesclam com a exuberância da floresta. Bem na frente de Santarém, o rio Tapajós encontra-se com o rio Amazonas, mas o mais impressionante é que os dois não se misturam, sendo possível mergulhar em um e emergir no outro.
Os atrativos turísticos são muitos, e vou aqui destacar os meus preferidos:
PEIXARIA RAYANA
Para almoço ou jantar, é uma típica peixaria tapajônica. Adoro o tambaqui assado de brasa e a caldeirada de tucunaré, ambos servidos com pirão de farinha de mandioca – uma combinação maravilhosa! @peixariarayana
AÇAÍ
Nosso autêntico açaí tem sabor especial, muito diferente de como é vendido pelo mundo. É uma típica sobremesa se adoçado e adicionada farinha de tapioca, mas também pode ser prato principal se servido com camarão e peixe assado. Indico o Açaí Santarém (@acai.santarem), que fica próximo à orla da cidade.
CASA DO SAULO RESTAURANTE
Do chef Saulo Jennings, com unidades no RJ e SP, começou aqui na Praia de Carapanari, oferecendo comida típica com uma pegada mais moderna, tendo como pano de fundo uma paisagem incrível e uma praia gostosa para o banho. Gosto de começar com o bolinho de piracuí ou o carpaccio de pirarucu defumado, acompanhado do famoso Gin Tapajônico, e para o prato principal sempre peço a banda de tambaqui servida com banana-da-terra, vinagrete de feijão Santarém e arroz de chicória. Dica: o local agora conta uma pousada supercharmosa e confortável, sendo uma ótima opção para relaxar imerso na natureza. @casadosaulotapajos
PASSEIOS
Sugiro que os visitantes peguem uma lancha no trapiche da orla da cidade para conhecer de perto o encontro das águas e os botos tucuxi e cor-de-rosa, que geralmente dão o ar da graça no final da tarde. O passeio também inclui o Lago do Maicá, onde muitas espécies silvestres podem ser avistadas, como bichopreguiça, macacos, aves e peixes, além da nossa floresta, e então finalizaria com uma caipirinha de mari-mari e um tira-gosto de isca de peixe no restaurante Jacaré (@casadojacarestm), do outro lado do rio. Tudo dura em média 2 horas e indico o guia Elvis (93 99131-9245), ele sabe muito sobre a nossa região.
CORES, SABORES E RAÍZES DA AMAZÔNIA
Encontra-se tudo no Mercadão 2000, que é o mercado municipal de Santarém. Lá você pode degustar o nosso famoso tucupi, experimentar farinha de mandioca fresquinha e conhecer os remédios extraídos da nossa floresta, como os óleos de andiroba, cumaru e copaíba, sementes, ervas e frutas. A visita vale a pena!
ARTESANATO
Uma das tradições Por Clara Beatriz Imbiriba mais antigas da Amazônia, há os trançados feitos em palha, que são extraídos e tingidos com pigmentos naturais, como jenipapo, crajiru e mangarataia; e cerâmica Tapajônica, que também tem sua beleza, feita em barro e com desenhos culturais. Encontra-se todos esses artigos na loja Regional Muiraquitã, que fica na orla da cidade e no Mercado Municipal.
@regionalmuiraquita

Os imigrantes italianos trouxeram consigo não apenas receitas, mas um jeito de viver em que a mesa é o centro das melhores lembranças.

Para este novo Radar nos inspiramos em formas lúdicas, cores e memórias. Marina Saleme é a nossa artista da vez. Deixe-se guiar por este caminho intuitivo que ela nos oferece com belas descobertas. Ver e vestir a sua arte

Localizada na região central de Minas Gerais e fundada em 1702, foi importante centro de exploração de ouro até o final do século 18. Em meados dos anos 1980, a charmosa cidade foi tombada como centro histórico, com sua arquitetura colonial, ruas de pedras, mix de cores e, lógico, aquele sabor mineiro que só por lá se encontra.
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