
A alma córsica
A grande ilha mediterrânea é uma autêntica “montanha no meio do mar”. Há quem diga que a Córsica lembra a Itália.
Ninguém entende mais de mercado de luxo que Carlos Ferreirinha. Ex-CEO da Louis Vuitton no Brasil, em 2001 ele fundou a MCF Consultoria, que movimenta boa parte da atividade de luxo no país, em todos os segmentos. Reconhecido entre os principais pensadores e estrategistas sobre negócios e gestão do luxo em diversas regiões do mundo, com destaque para América Latina, Portugal e África, ele falou com aQuadra, entre uma viagem e outra.
O que é luxo hoje?
Minhas reflexões são sempre focadas na inteligência da gestão. Nessa perspectiva, luxo continua sendo o patamar máximo do extraordinário, o estado da excelência. Marcas que, por meio de seus produtos e serviços, alcançam um patamar de excepcionalidade. É importante notar que as mudanças acontecem principalmente com os hábitos de consumo, que se mantêm em constante evolução. Dito isso, cresce nos últimos anos o consumo experiencial e não apenas o consumo da posse. Com isso, atividades como turismo, hospitalidade e gastronomia vêm mantendo ritmo forte de crescimento, fazendo com que as principais marcas de luxo tradicionais invistam nessa direção.
O consumo consciente, que valoriza a responsabilidade social e ambiental, é uma realidade que vai transformar as empresas?
Sem dúvida alguma. Mas não é uma realidade da atividade do luxo, é uma realidade do mercado em geral. E quem acelera esse movimento não é o consumidor, com seus hábitos, mas, sim, o mercado de capitais, ao valorizar as ações das empresas responsáveis.
CRESCE NOS ÚLTIMOS ANOS O CONSUMO EXPERIENCIAL E NÃO APENAS O CONSUMO DA POSSE
De que forma a inteligência artificial vai interferir na nossa vida?
Em todos os aspectos. O jogo não é a interferência. Sempre lidamos com essas mudanças: os computadores de grande porte se tornaram notebooks, existiam empresas que revelavam filmes de máquinas fotográficas até os celulares dominarem. O jogo principal da inteligência artificial é a velocidade, o ritmo acelerado jamais visto. Trata-se de uma revolução de dados, de inteligência por meio desses dados, e isso é sensacional. Quando bem utilizada, como em tudo na vida, é uma ferramenta poderosa de qualificação, inovação, transformação.
Como se explica que, por um lado, tecnologias como a IA provoquem mudanças profundas e, por outro, o artesanal, feito à mão, ganhe valor?
Usarei Isaac Newton para essa reflexão: “Toda ação provoca uma reação na mesma intensidade e proporção”. Em uma era hiperconectada, acelerada digitalmente e com a transformação da inteligência artificial, tudo o que remete ao genuinamente “feito para você”, personalizado, customizado, também ganhará mais espaço. É o artesanal como exercício lúdico da personalização, do feito à mão, remetendo a humanização, sentimento, emoção.
Seu tema de inspiração para 2025 é “interajo, logo existo”. O que quer dizer?
Uma resposta ao paradoxo do que temos vivido. Nunca tivemos tanta informação disponível e temos, de certa forma, lido menos. Vivemos tão intensamente em conexões digitais que estamos desaprendendo a lidar com pessoas, e a tecnologia também tem nos afastado do “humano”. “Interajo, logo existo” é um convite para olharmos e valorizarmos o outro. É importante reconhecer que, sem o outro, não iremos conseguir. Nossa essência humana necessita da emoção do outro agindo em nós.
A grande ilha mediterrânea é uma autêntica “montanha no meio do mar”. Há quem diga que a Córsica lembra a Itália.
Amamos São Paulo e sua rica diversidade étnica e cultural, herança de diversos povos que ajudaram a construir nossa história, por isso escolhemos, primeiro, o Japão, tão presente em nosso dia a dia por meio da gastronomia, literatura, arquitetura e um bairro – a Liberdade –, que influenciam o nosso estilo de viver.
Todo profissional deve hoje estar atento às dinâmicas globais e investir de forma flutuante. Mercados e nichos terão muitas mudanças, o que inclui não existirem mais, tornarem-se obsoletos ou terem seus valores reduzidos.
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