
Razão para viver
Diante do cenário hostil causado pela pandemia, o confinamento nos convidou com insistência a enxergar as relações por outros ângulos.
Este ano, visitei o Instituto Inhotim pela primeira vez. Confesso não saber por que levei tanto tempo para fazer isso. Minha consciência tenta se justificar lembrando que passei a última década fora do país. A experiência foi uma mistura de surpresa e orgulho. Surpresa por não ter imaginado que um lugar pudesse criar uma harmonia tão serena entre as obras humanas e as da natureza; orgulho por esse lugar existir aqui no Brasil.
Inhotim impressiona pela magnitude e, sobretudo, pela delicadeza com que entrelaça arte, arquitetura e paisagismo. É a meca da contemplação, o paraíso dos entusiastas das artes. Apesar de sua importância, ainda é pouco conhecido — especialmente fora do país. Trata-se de um instituto em expansão permanente, com novidades que renovam o olhar a cada visita. E, este ano, o convite é ainda mais irresistível.
Em 2026, Inhotim completa 20 anos. Para celebrar duas décadas de arte, natureza e inovação, o complexo preparou uma agenda anual repleta de eventos.
Entre os destaques estão a inauguração da monumental escultura Contraplano, de Laís Myrrha; o lançamento da exposição O Esconjuro, de Paulo Nazareth, na Galeria Praça; a instalação O Barco – Ato III, de Grada Kilomba, na Galeria Galpão; e a ampliação da Galeria Cildo Meireles.
O calendário reserva ainda experiências inéditas. Em setembro, o “Anoitecer Inhotim” abre as portas do parque para uma visitação noturna. Já em outubro, uma grande festa comemorativa promete boas surpresas para os visitantes.
Inhotim é imenso e o segredo está em percorrê-lo com calma. O Clara Arte Hotel, inaugurado no ano passado, é a única hospedagem dentro do complexo. Situado a poucos passos das galerias, ele redefine a experiência de visitar o instituto.
A proposta é simples e sedutora: trocar a pressa por uma imersão completa. O hotel combina o conforto de um resort com o universo artístico e botânico do instituto. De manhã e à tarde, guias conduzem visitas ao parque. Nos intervalos, os hóspedes desfrutam de piscina e spa. Sem multidões.
Quem se hospeda ali ainda tem acesso exclusivo ao parque antes da abertura para o público geral, o que proporciona uma visita ainda mais intimista.

Diante do cenário hostil causado pela pandemia, o confinamento nos convidou com insistência a enxergar as relações por outros ângulos.

O Brasil já tem o projeto que vai representá-lo na Expo 2025, em Osaka. Marcio Kogan, arquiteto e fundador do escritório MK27, venceu o concurso realizado pela Agência Brasileira de Promoção de exportação e Investimentos (ApexBrasil) para levar o Pavilhão Brasil para a Expo Osaka 2025.

Com calendário próprio, Natal celebrado em outra data e tradições preservadas há séculos, o país revela uma das faces mais surpreendentes da África.
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