
Coisas desaparecidas não mais retornarão?
Ignácio de Loyola Brandão é jornalista e escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, autor de mais de 40 livros, com destaque para os premiados Zero e Não verás país nenhum
O Plano Diretor de São Paulo, que define os instrumentos de planejamento urbano para reorganizar os espaços da cidade e garantir a melhoria da qualidade de vida da população, foi aprovado em 2014, durante a gestão do prefeito Fernando Haddad,com a determinação de ser revisado em 2021, incluindo ajustes avaliados comonecessários para que seus objetivos sejam alcançados até 2029.No entanto, em função da pandemia da Covid-19, que deixou ainda mais evidente o déficit habitacional e levou ao aumento considerável do número de pessoas que passaram a morar nas ruas, urbanistas, ativistas e entidades especializadas sugerem que a revi-são seja adiada, a fim de priorizar o combate aos efeitos da pandemia.
“Acho que não é o momento de fazer essa revisão porque a gente ainda não sabe como vai viver nesse mundo novo, que levou ao home office e mudou a nossa maneira de pensar a vida.”
Maria Wilma Rispoli Marigo
Além disso, com o objetivo de garantir que o processo de revisão do Plano Diretor seja transparente e tenha a participação ativa e democrática da sociedade civil, o Instituto de Arquitetos do Brasil e mais 130 entidades solicitaram à prefeitura a garantia da participação efetiva da população e sugeriram etapas para sua revisão.
“Como todo e qualquer instrumento legal, ajustes devem ser feitos, mas seguindo regras claras e deforma acessível a todos”, disse Fernando Túlio, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, lembrando que grande parte da população interessada não tem acesso à internet. Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura da Cidade de São Paulo, um conjunto significativo de ações previstas foi executado ou está em andamento, mas pode haver outros que não saíram do papel. Realizar um balanço desse período é fundamental para que o objetivo final de todo esse processo possa ser efetivado, com propostas de aperfeiçoamento para pontos específicos do Plano Diretor de 2014, que foi apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das práticas mais inovadoras da Nova Agenda Urbana.

Ignácio de Loyola Brandão é jornalista e escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, autor de mais de 40 livros, com destaque para os premiados Zero e Não verás país nenhum

Um país instigante, que une o charme das cidades medievais, o legado da Rota da Seda e uma cultura vibrante.

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