
Você tem pressa de que?
No melhor estilo Titãs, a gente não quer só correr, a gente quer viver e quer fazer as pazes com o tempo. Venha entender esse papo
“Gosto de imaginar que o seu trabalho é composto de diversas brumas, véus ou camadas. Como camadas de uma pele, as pinceladas vão compondo um corpo.”
TRÁGICAMENTE REAL
Felipe Scovino
Passo Imperial, 2016
Para este novo Radar nos inspiramos em formas lúdicas, cores e memórias. Marina Saleme é a nossa artista da vez. Deixe-se guiar por este caminho intuitivo que ela nos oferece com belas descobertas. Ver e vestir a sua arte.
Questões que versam sobre a existência e inexistência das coisas, permeiam as pinturas, gravuras e fotografias de Marina Saleme, artista reconhecida e multifacetada.
Suas obras estão em coleções públicas e particulares de destaque como a Coleção Instituto Figueredo Ferraz (Ribeirão Preto), a Embaixada do Brasil em Roma, o Instituto Cultural Itaú. São Paulo, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, a Pinacoteca do Estado de São Paulo. São Paulo.
Considerada em muitos trabalhos como uma artista abstrata, na década de 1990, sua produção ganha alusões mais figurativas, assim como incorpora a linha sinuosa, arabescos, sobreposição de desenhos e camadas construídas por imagens apagadas criando profundidade e adensamento, translucidez e opacidade, jogo entre visível e invisível.
Nos últimos anos Marian Saleme transportou seu talento e sensibilidade também para a moda, em estampas gráficas coloridas, produzidas em seda a partir da vontade de vestir estampas diferentes das que já existiam no mercado. Sua relação com a moda não é aleatória, sua família teve indústria têxtil e Marina lida com a moda como faz com a arte, seu processo criativo é lúdico e instintivo.
www.canal-arte.com – Marina Saleme apresenta no Paço Imperial, Pinturas, com curadoria de Felipe Scovino. A exposição com 25 obras faz uma retrospectiva da carreira da artista reunindo acervos privados, da própria Marina e obras inéditas. A artista desenvolve sua pesquisa no campo da pintura desde os anos 80 além de trabalhar com fotografia.

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A família francesa de Bruno Beauchamps por parte de pai é a razão de sua profunda relação com o universo audiovisual.

Em meio ao burburinho das redes, o silêncio ganha valor. A crônica de Daniela Pizetta explora o poder da comunicação não verbal. A revista aborda a linha rosa do metrô, entrevista Dani Vidiz sobre o amor e destaca vinhos naturais. Cristiano Biaggi sugere roteiros enogastronômicos pelo interior paulista. Dicas de viagens para julho: Pantanal, Santarém, Fez, Kyoto, Sudeste Asiático e França. Desfrute da edição com vinho e silêncio – você se surpreenderá!
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