
Entrevista – Bruno Barreto, Cidadão do Mundo
Às voltas com vários projetos de cinema, séries e o lançamento de dois filmes – Férias Trocadas e Vovó Ninja, em janeiro –, Bruno fala sobre a cidade que ama.
A língua francesa com sonoridade italiana é chamada de “corso”, e lembra um dialeto italiano. Afinal, por 200 anos, do século 11 ao século 13, a Córsega foi colônia da República de Pisa. E essa mistura de raízes é exatamente o que dá tamanha personalidade à quarta maior ilha do Mediterrâneo.
Quando voltei de férias, 20 dias percorrendo a Córsica (ou Córsega, em português), perguntaram tanto sobre a viagem que resolvi escrever esta matéria. Não é um destino mundano, para quem gosta e aprecia a natureza é um lugar ideal, para se descobrir aos poucos, sem pressa e sem programação.
Estive lá pela primeira vez no início dos anos 80, navegando em um barco a vela por toda a ilha e parando nos principais portos, sempre com muita história para contar. É conhecida como o berço de Napoleão Bonaparte, pois nasceu em Ajaccio, a capital da Ilha que tem um aeroporto internacional e sedia importantes museus.
“A ilha tem o poder de invadir os sentidos. Uma mistura exótica de mar azul, altas montanhas e cidadelas medievais perfumadas pelo cheiro silvestre das flores corsas, os maquis. Impossível não se apaixonar!”
Mar e Montanha
O que cativa na Córsica são suas belas paisagens e seu jeito selvagem, mas ao mesmo tempo tão organizado e cuidado. Cadeias e picos montanhosos que chegam a alcançar 2.700 metros de altitude, lagos alpinos, florestas, cachoeiras, grutas e costões rochosos cercados por um mar que varia do azul-turquesa ao azul profundo, cheio de praias de areia fina.
No meio dessa exuberância toda, os vilarejos mudam de cara conforme se vai para a costa ou para o interior e mantêm um jeito tranquilo de viver. A arquitetura das cidades é preservada, não há prédios e os tons neutros das casas estão em sintonia com a natureza. À beira-mar não se pode construir, evidenciando ainda mais o lado selvagem da ilha.
A Córsica traz o canto dos pássaros, a ressaca do mar, o sopro do vento e o pôr do sol deslumbrante que, ao se pôr, deixa o céu iluminado pelas estrelas.
Para quem gosta de caminhar é o lugar ideal com trilhas variadas e caminhadas meditativas e, para quem gosta do mar, pescar de calamar à noite em plena lua cheia. Traz surpresas percorrendo as estradas tortuosas, pequenos produtores de frutas, legumes, mel, queijos de cabra, “charcuterie” e óleos essenciais.
Cidades que visitei e que contam a alma da Córsica: Ajaccio, Calvi, Borgo, Corti, Cabo Corso, Bonifácio, Bastia, Porto Vecchio. As fotos resumem o life style córsico e espero que inspire o seu destino no próximo verão!
DICA: A Sardenha fica a apenas 13 quilômetros da cidade de Bonifácio, no sul da ilha. Dá para chegar em menos de meia hora, de barco.

Às voltas com vários projetos de cinema, séries e o lançamento de dois filmes – Férias Trocadas e Vovó Ninja, em janeiro –, Bruno fala sobre a cidade que ama.

A chef Bel Coelho – à frente do Clandestino, dedicado agora apenas a entregas e não mais atendimento presencial, é o talento por trás do Cuia Café e Restaurante, no interior da livraria Megafauna, localizada no térreo do icônico Edifício Copan

Com esta edição, que marca um momento muito especial para mim – a comemoração de quatro anos do jornal –, tenho ainda mais convicção de que nunca devemos parar de sonhar, pois são os sonhos que nos impulsionam a seguir em frente e a ter motivos para continuarmos festejando, sempre.
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