
Japa fora do comum
Em seu novo restaurante Kotori, o chef Thiago Bañares investiu na técnica japonesa yakitori, que aproveita todos os cortes do frango, servindo-os em espetinhos de bambu.
Após um hiato de dez anos, retornei ao Tibete, em uma travessia completa e profunda. Cruzar o país, hoje uma província da China, significa percorrer platôs a uma altitude que, às vezes, passa dos 4,5 mil metros (isso mesmo!), o que exige uma boa aclimatação e cautela nos deslocamentos e caminhadas. Iniciamos a travessia por Lhasa (3.650 metros), ideal para começar a aclimatação tanto em relação à altitude como à história e à cultura tibetanas. Em Lhasa, estão edificações como o incrível Potala, o sagrado Templo de Jokang, o idílico palácio de verão Norburlinka, e monastérios como Drepung e Sera. Aqui os sentidos (cênicos, sabores, cheiros, histórias) se misturam com o ar rarefeito, criando condições ideais para usufruir do mix da cultura tibetana.
Na travessia, passamos também por Shigatse e Gyantse, com templos, monastérios, suas energias e fé. Mas é a magia nevada dos Himalaias, com a infinidade de picos, lagos, rios, que faz a gente sonhar acordado. As estradas, padrão chinês, muito boas, deixaram no passado as travessias poeirentas e nos liberam para a apreciação das paisagens. Uma noite especial foi a que passamos no Acampamento Base do Everest, admirando a Chomolungma (Deusa-mãe do Mundo), pico do planeta, e ótimo para nossa aclimatação (5,4 mil metros).
Rumo ao objetivo de nossa viagem, nós nos deslocamos por boa parte do platô tibetano (mais de 1,2 mil quilômetros) em busca do Monte Kailash, a montanha mais sagrada da Terra, morada de Shiva para o hinduísmo, local de Milarepa, grande mestre do budismo tibetano, e sagrado também para as religiões de Bön e dos jainistas indianos. Essas quatro religiões têm como ato supremo de fé a peregrinação ao Kailash e a realização da kora (hikking em torno da montanha), geralmente em forma de prostração (demonstrando imensa devoção) ao longo de seus 53 quilômetros. É das experiências mais profundas e espetaculares que uma pessoa pode ter na vida.
Finalizamos a travessia cruzando os Himalaias e chegando aos campos de arroz nepaleses, na mágica Katmandu.
Galeria de fotos
A caminho do sagrado Monte Kailash, paisagens que acalmam a alma, templos, montanhas e demonstrações da força da fé de seus habitantes.
*Ruy Tone Engenheiro e administrador formado pela USP, equilibra carreiras bem-sucedidas na engenharia e no turismo.

Em seu novo restaurante Kotori, o chef Thiago Bañares investiu na técnica japonesa yakitori, que aproveita todos os cortes do frango, servindo-os em espetinhos de bambu.

Verde nas alturas e bem-estar como estilo de vida: o que define o novo morar nos Jardins

O veganismo é, acima de tudo, um estilo de vida. Percebo em meu consultório e nos meus negócios de alimentação e consultoria que o primeiro passo para essa mudança na alimentação tem motivações de saúde.
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