
O DOM DE COZINHAR
Italiana de Messina, Maria Montanarini chegou ao Brasil em 1951, fundou o Il Garòfano Rosso, popularizou a alcachofra e se tornou referência da gastronomia siciliana.
Após um hiato de dez anos, retornei ao Tibete, em uma travessia completa e profunda. Cruzar o país, hoje uma província da China, significa percorrer platôs a uma altitude que, às vezes, passa dos 4,5 mil metros (isso mesmo!), o que exige uma boa aclimatação e cautela nos deslocamentos e caminhadas. Iniciamos a travessia por Lhasa (3.650 metros), ideal para começar a aclimatação tanto em relação à altitude como à história e à cultura tibetanas. Em Lhasa, estão edificações como o incrível Potala, o sagrado Templo de Jokang, o idílico palácio de verão Norburlinka, e monastérios como Drepung e Sera. Aqui os sentidos (cênicos, sabores, cheiros, histórias) se misturam com o ar rarefeito, criando condições ideais para usufruir do mix da cultura tibetana.
Na travessia, passamos também por Shigatse e Gyantse, com templos, monastérios, suas energias e fé. Mas é a magia nevada dos Himalaias, com a infinidade de picos, lagos, rios, que faz a gente sonhar acordado. As estradas, padrão chinês, muito boas, deixaram no passado as travessias poeirentas e nos liberam para a apreciação das paisagens. Uma noite especial foi a que passamos no Acampamento Base do Everest, admirando a Chomolungma (Deusa-mãe do Mundo), pico do planeta, e ótimo para nossa aclimatação (5,4 mil metros).
Rumo ao objetivo de nossa viagem, nós nos deslocamos por boa parte do platô tibetano (mais de 1,2 mil quilômetros) em busca do Monte Kailash, a montanha mais sagrada da Terra, morada de Shiva para o hinduísmo, local de Milarepa, grande mestre do budismo tibetano, e sagrado também para as religiões de Bön e dos jainistas indianos. Essas quatro religiões têm como ato supremo de fé a peregrinação ao Kailash e a realização da kora (hikking em torno da montanha), geralmente em forma de prostração (demonstrando imensa devoção) ao longo de seus 53 quilômetros. É das experiências mais profundas e espetaculares que uma pessoa pode ter na vida.
Finalizamos a travessia cruzando os Himalaias e chegando aos campos de arroz nepaleses, na mágica Katmandu.
Galeria de fotos
A caminho do sagrado Monte Kailash, paisagens que acalmam a alma, templos, montanhas e demonstrações da força da fé de seus habitantes.
*Ruy Tone Engenheiro e administrador formado pela USP, equilibra carreiras bem-sucedidas na engenharia e no turismo.

Italiana de Messina, Maria Montanarini chegou ao Brasil em 1951, fundou o Il Garòfano Rosso, popularizou a alcachofra e se tornou referência da gastronomia siciliana.

O Brasil já tem o projeto que vai representá-lo na Expo 2025, em Osaka. Marcio Kogan, arquiteto e fundador do escritório MK27, venceu o concurso realizado pela Agência Brasileira de Promoção de exportação e Investimentos (ApexBrasil) para levar o Pavilhão Brasil para a Expo Osaka 2025.

No ritmo acelerado da vida contemporânea, a agenda cultural se destaca como um guia indispensável para desbravar experiências artísticas enriquecedoras. Exposições, streaming e livros… um fascinante itinerário para a descoberta de novos horizontes culturais!
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