
Paulistano em harmonia
Batemos um papo com o jovem arquiteto Felipe Hess, cujo trabalho, caracterizado por projetos limpos com influência dos anos 1950, tem chamado a atenção de publicações nacionais e internacionais.
Italiana de Messina, na Sicília, Maria Amato Montanarini chegou ao Brasil pelo porto de Santos, em 1951. Com 21 anos e formada em Letras, começou uma carreira de decoradora que duraria dez anos, até migrar para a cozinha ao lado das irmãs. No início dos anos 1980, criou o restaurante de comida siciliana Il Garòfano Rosso, onde apresentou a alcachofra à nossa culinária. Mais que isso, ensinou o jeito certo de comer a hortaliça e as várias formas de prepará-la. Sua história com o ingrediente é tão forte que teve uma receita premiada na Dinamarca e acabou ganhando o título de Rainha da Alcachofra.
Em 1985, quando o Il Garòfano Rosso fechou, Maria foi passar uma temporada na Sicília. “Sempre que viajava, fazia um curso”, lembra. No final dos anos 1980, aceitou o convite de amigos da filha, donos do Supremo, e abriu a Casa Europa. Fez história ali por cerca de 20 anos, instituiu um festival de alcachofras e se tornou referência. Tanto que é autora de três livros publicados pela Editora Senac: Os sabores da Sicília, Alcachofra: a f lor e seus segredos e Soja: nutrição e gastronomia. Apesar disso, a atual Casa Europa usa apenas o nome.
Aos 95 anos, Maria adora comida japonesa e ainda é fonte de receitas para os amigos. A receita ao lado, tirada do livro Os sabores da Sícilia, é o nome de um preparado típico siciliano e, ao que dizem, refere-se à ópera Norma, composta por Vincenzo Bellini (1801-1835), nascido na cidade de Catânia, na Sicília, e grande admirador desse prato.
Pasta alla Norma (2 porções)
Ingredientes
Modo de preparo

Batemos um papo com o jovem arquiteto Felipe Hess, cujo trabalho, caracterizado por projetos limpos com influência dos anos 1950, tem chamado a atenção de publicações nacionais e internacionais.

Localizada na região central de Minas Gerais e fundada em 1702, foi importante centro de exploração de ouro até o final do século 18. Em meados dos anos 1980, a charmosa cidade foi tombada como centro histórico, com sua arquitetura colonial, ruas de pedras, mix de cores e, lógico, aquele sabor mineiro que só por lá se encontra.

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