
Muitas Helenas
Recorte dos anos 1970 até os anos 2000. Anos de viagens incessantes e períodos fora do país. Iniciei uma intensa correspondência com as diferenças estéticas e culturais da América do Sul, da Europa e América do Norte.
O SubAstor é meu bar de fé, onde mais me sinto em casa. Sigo o som. Cumbia, salsa, merengue. No final da escada, um mundo. Muita gente bonita, bem vestida, perfumes maravilhosos. O layout é lindo e moderno. Os bartenders são ágeis, performáticos e charmosos. Peço um Naked and Famous, drinque clássico com mezcal. Os petiscos são atraentes: sanduíches de porqueta, canapés caprichados. Ambiente perfeito para um date. Gente culta, moderna e viajada. De quebra, dá para conhecer o Farol Santander, que abriga o bar em seu cofre.
O Guarita é no estilo “barzinho pé sujo e limpíssimo”. Moderno e ao mesmo tempo boteco raiz. Gosto de sentar no balcão e ver o dono, o chef Henrique, em ação. Faço a festa com os petiscos. Doses longas de tequila ou Fernet. O som é ótimo e a freguesia, muito cool. Os sanduíches são sensacionais, o de pastrami é imperdível. A música pode rolar da parede, do celular ou de um microfone ao vivo, num karaokê improvisado.
Negroni é o bar de um drinque só. Fica em Pinheiros, discreto e com alma. É também o paraíso dos bares secretos. Só neste trecho da rua Padre Carvalho tem uns cinco bares escondidos. O melhor é o Club Soda. Ambiente retrô com clima de filme francês. Luz baixa, música incrível. Petiscos ótimos, especialmente os dadinhos de tapioca.
Na região da Santa Cecília tem o Cora, que é mais do que um bar — é restaurante também. Cozinha brasileira com toques contemporâneos. A música é sempre boa. A carta de vinhos e drinques é da melhor qualidade. No terraço, a vista é maravilhosa. Ambiente mais chiquezinho, ideal para um esquenta elegante.
No centro, entre os meus preferidos está o Bar dos Arcos, no subsolo do Theatro Municipal. O projeto arquitetônico é deslumbrante. Os drinques são criativos, a ambientação é única e o clima é de mistério.
O que todos esses bares têm em comum? Um clima de celebração. Não é só sobre bebida ou comida, mas sobre estar ali, curtir o momento, encontrar pessoas interessantes, viver um pouco da cidade.
Carla Pernambuco
Chef de cozinha, autora de 11 livros de receitas e apresentadora de programas culinários na TV por 10 anos, é proprietária do restaurante Carlota há 30 anos e do Estúdio CP de projetos de conteúdo e consultoria gastronômica e de gestão. Gaúcha, estudou Comunicação e Teatro na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e se especializou em culinária em Nova York.
@carlapernambucocarlota

Recorte dos anos 1970 até os anos 2000. Anos de viagens incessantes e períodos fora do país. Iniciei uma intensa correspondência com as diferenças estéticas e culturais da América do Sul, da Europa e América do Norte.

Com o tema Infinito Particular, a Casacor São Paulo celebra 35 anos em endereço novo – no Conjunto Nacional. De 5 de julho a 11 de setembro, vai ser palco de diversos ambientes projetados por profissionais consagrados e novos talentos.

Perdizes possui o terceiro maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) entre os bairros da cidade, segundo o Atlas do Trabalho de Desenvolvimento do Município de São Paulo – o que, na prática, indica qualidade de vida. Escolhi ter ali a minha casa no Brasil pela comodidade de fazer tudo a pé ou de bike.
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