
“Bom-dia, vizinho”
E achei genial ser impresso, porque dá para pegar e exibir que você está lendo aQuadra na praça. Essa visibilidade pública cria identificação, aproxima as pessoas e, mesmo que você não vá puxar conversa
Como muitos projetos da década de 1950, o apartamento dos Jardins do casal dearquitetos Fred Peclat e Gabriela Chow possuía uma planta inicial com espaços pequenos e compartimentados. A integração de ambientes, feita na recente reforma tocada por Fred e Gabriela, veio para trazer uma maior sensação de espaço e liberdade. Cozinha, sala de estar e escritórios convivem lado a lado, livres de paredes de concreto. “Costumamos dizer que não projetamos paredes, mas sim vazios. Dessa forma, os ambientes se desdobram das relações que imaginamos para o espaço”,explica Fred.
A conversa com o estilo de vida dos donos do apê é também observada na delicada composição de materiais naturais e de diferentes texturas, que proporciona relações táteis e cria uma atmosfera única. A paleta de materiais selecionada foi de base neutra, respeitando o caráter dos anos 1950.
Para o piso, o granilite cinza ganhou destaque. O forro, do tipo colmeia de alumínio, é contínuo por todo o apartamento. O branco surge nele e também nas paredes, ora lisas, ora de tijolinhos aparentes tingidos. O mármore Carrara estampa algumas superfícies, conferindo ainda mais personalidade ao projeto.
Uma pátina negra foi a eleita do casal para os elementos metálicos, e folhas de madeira pau-ferro aparecem na marcenaria, contribuindo para aquecer o espaço e complementar sua base neutra.
O toque final se manifesta, é claro, nas peças de mobiliário contemporâneo,desenhadas pelo Atelier, que se misturam a peças vintage, garimpadas em antiquários e marcadas pela passagem do tempo.
A paleta dos materiais foi pensada como uma base neutra, criando assim o pano defundo do ambiente, onde a marcenaria revestida de folhas de madeira pau-ferro sedestaca, aquecendo o espaço.

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Na cultura japonesa, a cerimônia do chá é uma espécie de síntese das artes. Nela vamos encontrar praticamente todas as expressões artísticas nipônicas, desde a arquitetura até a caligrafia, passando pela cerâmica e pela culinária, entre tantas formas de arte.

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