
Pura elegância
Com base nos cadernos de receitas e diários de jantares de Ema Klabin, Janka Babenco reuniu receitas que apresentam a culinária praticada em São Paulo dos anos 1950 ao final dos anos 1970.
Com mais de 20 anos de atuação, Monica Picavêa é pesquisadora e especialista em sustentabilidade e mudanças climáticas, com foco na adaptação das cidades a eventos extremos. Diretora de Sustentabilidade do Instituto Artesano, ela lidera projetos de urbanismo regenerativo, educação climática e engajamento comunitário, unindo pesquisa, ação territorial e justiça social.
Os impactos da mudança climática já são percebidos pela população?
As pessoas estão sentindo isso na prática. Os eventos extremos estão mais frequentes e mais intensos: chuvas fortes, alagamentos, quedas de energia, secas prolongadas. Isso já existia antes, mas não nessa sequência nem nessa escala. O problema é que nem sempre se entende como tudo está conectado — água, energia, lixo, ocupação do solo. A cidade é pouco resiliente e quem mais sofre são as populações vulneráveis. Por isso, o letramento climático é fundamental: entender riscos, saber como agir e se preparar para reduzir perdas e salvar vidas.
As cidades brasileiras estão preparadas para enfrentar a crise climática?
Ainda muito pouco. Na minha pesquisa, encontrei apenas 16 planos de ação climática num total de mais de 5.500 municípios. Mesmo entre os planos existentes, há falhas importantes, como falta de financiamento, governança pouco clara e baixo engajamento social. Cidades como São Paulo e Belo Horizonte avançaram mais cedo, enquanto outras têm ações dispersas. Recife é um bom exemplo de participação comunitária, envolvendo até crianças, o que fortalece a implementação.
Que ações concretas os gestores públicos deveriam priorizar?
A adaptação é urgente. Precisamos investir em soluções baseadas na natureza integradas à drenagem, energia solar nas residências para aumentar a resiliência, mobilidade urbana eficiente e descentralização de serviços. Mas nada disso funciona sem governança e engajamento das comunidades. Planos não podem ficar na gaveta: precisam ser implementáveis, com recursos, responsabilidades claras e participação social.
A COP30 revelou que os países estão despreparados?
Sim. Falta preparação para lidar com eventos extremos. Nenhum país tem a fórmula pronta. Alguns avançaram mais, outros menos, mas todos estão correndo atrás. As cidades costeiras, por exemplo, estão especialmente ameaçadas. É um cenário preocupante.
Quais projetos do Instituto Artesano se destacam?
Como exemplo, podemos citar os corredores de biodiversidade em Ribeirão Preto e o Projeto Cantalupe, em Barueri, que combina recuperação da Mata Atlântica, educação ambiental e trabalho com comunidades ao longo de um córrego de 20 quilômetros que atravessa diferentes realidades sociais. Também atuamos com a Defesa Civil em ações de letramento climático, fortalecendo a prevenção e o engajamento.
De que forma a população pode contribuir?
Falando sobre o tema, buscando informação e cobrando planos climáticos das prefeituras. A solução acontece na cidade. Participar, formar lideranças, apoiar a educação climática nas escolas e se engajar nas decisões locais faz toda a diferença. Ainda acredito que, com mais colaboração e consciência, é possível mudar esse cenário.

Com base nos cadernos de receitas e diários de jantares de Ema Klabin, Janka Babenco reuniu receitas que apresentam a culinária praticada em São Paulo dos anos 1950 ao final dos anos 1970.

Poucas coisas são tão “a cara de São Paulo” do que uma agenda cultural movimentada! Cultura, exposições, shows, cinema… todos os dias, para todos os gostos, todos os bolsos e todas as idades! Então que tal iniciar fevereiro sabendo um pouquinho do que vai rolar na cidade?

“Casa Cor São Paulo 2023”, se faz presente no icônico Conjunto Nacional, cheia de novidades a mostra nesta edição, nos presenteia com jardins secretos, grandes galerias de arte, intervenções artísticas e muita novidade em arquitetura e decoração.
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